A história
Uma história construída entre a espiritualidade, a música e o desejo de levar a cultura de terreiro cada vez mais longe.
Quem é a Vitorinha
A música sempre fez parte da história de Vitorinha. Sua caminhada começou ainda na igreja, mas foi em 2020, ao conhecer a Umbanda, que sua relação com a música ganhou um novo sentido.
Desde então, sua voz passou a caminhar junto com sua espiritualidade. Entre pontos tradicionais, composições autorais e canções inspiradas na vivência umbandista, Vitorinha encontrou na música uma forma de expressar sua fé, preservar a cultura de terreiro e criar conexão com quem a escuta.
Com mais de 650 mil seguidores nas redes sociais, Vitorinha vem construindo uma trajetória que ultrapassa os palcos e as telas. Seu trabalho aproxima cada vez mais pessoas da cultura de terreiro, levando sua música para diferentes espaços sem perder a essência de onde tudo começou.

Linha do tempo
Depois de viver momentos difíceis, buscou ajuda, acolhimento e encontrou na Umbanda o início de uma nova caminhada espiritual. Foi nesse período que recebeu a revelação de ser filha de Oxum e começou a se aproximar cada vez mais da música de terreiro.
Aprendeu muitos pontos através do YouTube, tendo como referências nomes como Juliana D Passos, Sandro Luiz e Maria Bethânia, a “eterna sereia”.
Por incentivo da esposa e de amigos, criou um Instagram privado para compartilhar os pontos que vinha aprendendo. O primeiro nome do perfil foi “yeyeoçancoes”, uma referência a Oxum.
Era algo simples, íntimo e sem grandes pretensões. Apenas um espaço para dividir aquilo que estava descobrindo e vivendo.
O apelido carinhoso “Vitorinha”, dado por Geovana, ganhou um novo significado e se transformou na identidade pela qual ela já começava a ser reconhecida dentro do terreiro que frequentava.
O perfil deixou de ser privado e passou a crescer de forma orgânica. 10 mil, 20 mil, 50 mil, 100 mil... cada novo marco mostrava que aquela voz estava chegando cada vez mais longe.
E foi assim que nasceu também a comunidade que a acompanha até hoje: os Peixinhos Dourados.
Em agosto, Vitorinha recebeu o convite para se apresentar ao vivo pela primeira vez, no evento “Nosso Canto de Axé”, realizado por Gabi do Canto, no bairro da Lapa, em São Paulo.
Aquele primeiro palco marcou o início de uma nova fase: a música que até então alcançava as pessoas pelas redes sociais começava a ganhar presença, voz e corpo também nos palcos.
Em 2023, vivendo em Jundiaí e afastada dos terreiros e da rotina que até então fazia parte de sua caminhada, Vitorinha viveu um período de reconexão com sua espiritualidade.
Mesmo à distância, sua fé se tornou cada vez mais presente e sua relação com a Umbanda se aprofundou. Esse momento de recolhimento também refletiu em sua música, que passou a carregar ainda mais verdade, inspiração e conexão.
Foi um período de olhar para dentro, fortalecer suas raízes e entender que sua espiritualidade também fazia parte essencial de quem ela era como artista.
Vitorinha lançou seu primeiro álbum, Terra de Ganga nas plataformas digitais, com produção de Fábio Passoni, reunindo pontos tradicionais de terreiro e composições autorais em um trabalho que ampliou ainda mais o alcance de sua música. O álbum já ultrapassou 2,1 milhões de streams, consolidando uma nova etapa de sua trajetória. Entre as faixas, “Terra de Ganga”, que dá nome ao álbum, se tornou um dos grandes destaques do projeto, com mais de 1,4 milhão de reproduções.
2026 marca um novo momento na trajetória de Vitorinha. Com o lançamento do álbum Raiz, a artista amplia sua identidade musical e fortalece sua presença na música de terreiro.
É também o ano em que seus formatos de apresentação ao vivo se consolidam, dando vida a diferentes propostas de show e levando sua música para novos palcos. Nesse movimento, nasce também o projeto 3 Marias, uma nova experiência artística construída ao lado de outras grandes vozes.
E a história ainda está sendo escrita. 2026 ainda tem muito pela frente.
2026 marca um novo momento na trajetória de Vitorinha. Com o lançamento do álbum Raiz, a artista amplia sua identidade musical e fortalece sua presença na música de terreiro.
É também o ano em que seus formatos de apresentação ao vivo se consolidam, dando vida a diferentes propostas de show e levando sua música para novos palcos. Nesse movimento, nasce também o projeto 3 Marias, uma nova experiência artística construída ao lado de outras grandes vozes.
E a história ainda está sendo escrita. 2026 ainda tem muito pela frente.

Fé & propósito
A espiritualidade está no centro de sua caminhada e inspira a forma como Vitorinha vive, canta e se relaciona com sua arte.
Pontos, saberes e tradições de terreiro fazem parte de sua música e de sua forma de criar, conectando sua arte às raízes e aos ensinamentos que vieram antes dela.
Mais do que cantar, Vitorinha busca criar encontros. Uma música que aproxima, acolhe e permite que o axé seja sentido de perto.
Para Vitorinha, cantar é uma forma de servir. Cada ponto carrega fé, ancestralidade e intenção. A música é o caminho que encontrou para expressar sua espiritualidade, honrar a cultura de terreiro e compartilhar com o público aquilo que vive e acredita.
Sua arte nasce do encontro entre tradição e criação, entre os cantos que atravessam gerações e as histórias que transforma em música. Em cada apresentação, busca criar um espaço de conexão, onde a fé pode ser sentida, celebrada e compartilhada.
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